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Paulo orava bastante pelas igrejas e crentes que conheceu. Você pode perceber isso em quase todas as suas cartas (Rm 1.9-10; 1Co 1.4; 2Co 13.7; Ef 3.14-19; Fp 1.3-5; Cl 1.3-12; 1Ts 1.2-3; 2Ts 1.3-12; 2Tm 3.3; Fl 1.4-7). O apóstolo tinha convicção de sua responsabilidade de orar pelos irmãos. Esse é, na verdade, um ensino bíblico bem claro: os cristãos devem interceder uns pelos outros (At 12.5; Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.18; Fp 1.19; 1Ts 5.25; 2Ts 3.1-2; Tg 5.14-18). A oração intercessória não está conectada apenas às necessidades e pedidos dos nossos irmãos, mas também é uma prova do amor de Cristo em nós, é uma expressão prática do afeto e comunhão que há entre os crentes.

Repare no relato de Atos 12. A igreja havia acabado de perder Tiago e agora Pedro parecia seguir para o mesmo fim. Você consegue imaginar a tristeza e preocupação dos primeiros cristãos? Eles poderiam perder mais um dos apóstolos que tanto amavam. O que fizeram então? Oraram intensamente a Deus (At 12.5) e permaneceram assim até que Pedro fosse libertado (At 12.12). O amor que tinham por ele os levaram a interceder durante seu tempo na prisão. Parece o mesmo que moveu Paulo a orar por Timóteo, conforme 2Tm 2.3-5: o apóstolo afirmou que orava noite e dia por seu discípulo e amigo, dizendo que desejava muito vê-lo para ter sua alegria completa. O amor que temos uns pelos outros, que vem de Deus, deve ser a motivação para a oração intercessória. Em outras palavras, oramos pelos nossos irmãos e irmãs porque os amamos, não apenas porque precisam.

O mesmo relato de Atos 12 nos ensina que a oração não tem a finalidade de ser terapêutica ou de ser apenas uma demonstração de amor. O Senhor libertou Pedro milagrosamente da prisão. A oração funciona! Leonard Ravenhill uma vez escreveu: “A operação de resgate que nunca falhou foi a oração”. A oração de um justo funciona (Tg 5.16) porque é direcionada ao Deus criador todo-poderoso (Sl 139.1-18; Mt 19.26; Lc 1.37), que nos ama, escuta e atende (Jr 33.2-3; Mt 7.7-11; Lc 14.13-14; Tg 5.13-18). Nosso clamor não é vazio ou sem destino. Nossa intercessão não fica sem resposta!

Sempre que conhecemos um cristão perseguido, eles nos pedem o mesmo que Paulo: “Irmãos, orem por nós!” (1Ts 5.25). Você pode deixar de responder a esse pedido? Ore por eles com amor e a certeza de que Deus está ouvindo e vai responder! Ore por livramento, mas também por coragem e oportunidades de compartilhar o Evangelho (2Ts 3.1-2). Ore para que permaneçam firmes em Cristo. Clame pelas igrejas e famílias e ore também pelos perseguidores (Lc 6.27-28).

A Portas Abertas tem um calendário de oração diário para ajudá-lo a colocar em prática o seu amor pela Igreja Perseguida. Acesse o “Vamos Orar” e veja os pedidos. Você também pode participar de nossos encontros de oração e juntar-se a jovens de diversas igrejas. Acesse nossa página para saber a agenda em sua cidade.

Há um pedido especial para hoje. Em abril de 2014, o Boko Haram, grupo extremista islâmico, invadiu uma escola feminina em Chibok, na Nigéria. Mais de 200 meninas foram sequestradas, em sua maioria cristãs. Até hoje, não voltaram para casa. Você pode imaginar a dor de ser separada de seus pais ou perder filhas e irmãs? Você consegue sentir-se triste e preocupado como a igreja de Atos 12? Você pode orar intensamente a Deus por elas? Assista o vídeo abaixo e demostre seu amor através da intercessão!

Esse artigo faz parte da série "Suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho".