O início de tudo

Em 1955, um jovem holandês participou de uma excursão à Polônia. Ele descobriu o remanescente de uma igreja que vivia sob a perseguição do regime comunista. Sensibilizado, ele perguntou a esses irmãos: "O que posso fazer por vocês?"

Esses irmãos precisavam de orações e da Palavra de Deus. Irmão André, como mais tarde ficou conhecido, decidiu ajudar aqueles irmãos, este foi o humilde começo da Portas Abertas. Dois anos mais tarde André estaria fazendo sua 1.a. viagem contrabandeando Bíblias para a União Soviética em seu fusca azul.

O ministério veio a ficar mais conhecido através do livro O Contrabandista de Deus, lançado em 1967. André arriscou sua vida prá trazer à luz a perseguição que os cristãos enfrentam no mundo todo. Mais tarde o livro foi traduzido para 28 idiomas, inclusive em árabe e hebraico.

Portas Abertas no Brasil
Começamos aquil em 1978 por meio da irmã Elmira Pasquini. Ela era secretária da União Médico-Hospitalar Evangélica e foi convidada para ir a uma conferência na Áustria em 1972, onde o irmão André pregou. No final da reunião, Elmira foi conversar com ele e perguntou quando ele visitaria o Brasil. "Quando o Senhor me chamar", disse ele. Três anos depois, em outra conferência, Elmira o encontra e mais uma vez pergunta sobre sua vinda ao Brasil. "Com um belo sorriso, ele me respondeu: parece que você não está orando sobre isso", ela conta.

Elmira passou a orar sobre o assunto e em 1977, ela recebeu uma ligação avisando que o irmão André viria ao Brasil. Ela o levou a uma reunião na Batista da Liberdade, no centro de São Paulo. O salão estava lotado e, pelo que dizem, o culto foi animal! No final, sugeriram que orassem em relação a tudo que havia sido dito e que levantassem uma oferta especial. "O dinheiro ia passando de mão em mão, por cima das cabeças, pois não conseguíamos ir buscar. Foi algo impressionante", relembra Elmira.

Uma semana depois, ela recebeu a ligação de um grupo de São Bernando do Campo, dizendo que tinha uma oferta especial prô irmão André. Quando Elmira se correspondeu com o irmão André prá avisar da oferta, ele pediu prá que ela usasse o valor para iniciar um escritório no Brasil. No início, o escritório era a casa da irmã Elmira, mas algum tempo depois, alugaram um local novo e o ministério foi crescendo. Aos poucos, o grupo organizou os estatutos e no dia 1.o. de maio de 1978, Portas Abertas oficializou-se no Brasil.

Os anos seguintes
Durante os anos seguintes, Portas Abertas conseguiu no Brasil e no resto do mundo milhares de parceiro que colaboraram prá que a gente ampliasse nossa rede e a beneficiar milhões de cristãos perseguidos. Nesses anos, alguns projetos se destacam:

1981 - Projeto Pérola: um milhão de Bíblias são enviadas prá China numa única noite prá milhares de cristãos que já esperavam pela carga preciosa. A revista Time o chama de "expedição audaciosa" (19 de outubro de 1981).
1983 - Começa a Campanha Sete Anos de Oração pela União Soviética. Ao final da campanha, os a grande maioria dos cristãos do leste europeu já estava liberto do sofrimento da ditadura comunista.
1985 - Projeto Fogo Cruzado: 5 milhões de exemplares de literatura cristã são distribuídos na América Latina para ajudar a evangelizar e a discipular jovens.
1986 - Projeto Timóteo: começa o programa de treinamento para líderes cristãos do sul da África.
1992 - Portas Abertas desenvolve com as organizações Literatura Nova Vida e Liga Bíblica, a primeira Bíblia de Estudo em escrita chinês simplificada.
1993 - São doados 50.000 exemplares da primeira edição da Bíblia completa em albanês para o presidente da Albânia.
1994 - Realiza-se uma campanha evangelística de 5 dias no Estádio Qaddafi no Paquistão, com a presença de milhares de pessoas.
1998 - Com o objetivo de continuar treinando e enviando Bíblias a cristãos à beira do colapso devido à fome, Portas Abertas dá início ao seu inédito projeto de ajuda com alimentos e remédios para as áreas distantes do sul do Sudão.

O ministério de jovens
Mesmo com a perseguição a cristãos crescendo a cada dia e com mais projetos, a Portas Abertas Internacional percebeu que era cada vez maior o número de jovens que não sabia ou não se interessava pelos seus irmãos que estavam sofrendo ao redor do mundo. Em virtude disso, Portas Abertas Internacional encorajou as bases nacionais a investirem em comunicação voltada prá jovens.

Em alguns países já havia jovens parceiros que se esforçavam de maneira isolada para divulgar a mensagem dos cristãos perseguidos nas suas comunidades. No Brasil, um desses jovens era o Tonho.

No início de 2001 o secretário geral da PA no Brasil, Douglas Monaco, juntou a chefe de marketing da PA, Cássia Carrenho e o Tonho para darem início a um projeto que falasse aos jovens dos cristãos perseguidos. A idéia do Douglas era fazer um curso com apostilas, prá ser ministrado nas igrejas. Ao ouvir isso, Tonho disse:

"Tudo bem, podemos elaborar um curso... mas não pode ser nesse esquema não. Temos que pegar a apostila, rasgar, jogar no meio do mato, fazer uma gincana, colocar uns perseguidores atrás da galera, fazer o pessoal sentir um pouco na pele como é ser cristão perseguido..." Nascia o extreme.

O primeiro extreme
Foram dois meses em que Cássia e Tonho bolaram e planejaram o evento. Nesses meses, soubemos que outros escritórios (Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia) também estavam trabalhando especificamente com jovens. Começamos a fazer um intercâmbio entre esses países e descobrimos que nesses países, estavam chamando o projeto com jovens de underground . Então, o nome veio para o Brasil também.

O 1.o. extreme aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2001. Aí começava o ministério de jovens da Portas Abertas no Brasil, o underground . A partir daí mais e mais jovens começaram a se juntar àquele grupo que se formou. Esse novo grupo e a equipe da Portas Abertas investiram tempo e amor para bolar mais eventos, campanhas e desenvolver uma maneira da gente poder se comunicar com os nossos irmãos perseguidos e uns com os outros.

Hoje continuamos aquele sonho que começou em 1955, com um jovem holandês de 27 anos. Queremos dar nossa contribuição para que o Corpo de Cristo seja unido, forte e glorifique o nome de Deus em todo a Terra.


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