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Mar
25

Jovens unidos, jamais serão vencidos...

Autor // Marcelo Peixoto

"...Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno." I João 2.14

Este versículo de I João define muito claramente as características dos jovens: força, persistência naquilo que acreditam, numa causa ou ideal. O jovem tem em si um potencial que excede limites e barreiras, o jovem é destemido, ousado e não mede esforços para conseguir alcançar seus objetivos. Há na Bíblia diversas passagens que trazem mensagens aos jovens ou sobre os jovens, tamanha é a sua importância e relevância.

Sabendo disso muitos indivíduos e grupos políticos ao longo do século XX criaram e ou se apropriaram negativamente de movimentos e agremiações juvenis/estudantis para alcançar seus objetivos, espalhar e perpetuar sua ideologia. Um clássico exemplo disso foi a juventude hitlerista que existiu de 1922 a 1945 e tinha por objetivo doutrinar e treinar jovens entre 6 e 18 anos nos ideais nazistas. Todos nós sabemos no que deu o advento do nazismo na Europa. Nos EUA o movimento estudantil SDS (Estudantes para uma Sociedade Democrática) criado em 1962, teve importante participação na luta por direitos civis e nas manifestações contra a guerra do Vietnã. Na História recente do Brasil os movimentos estudantis tiveram importante participação política ativa. Durante a ditadura militar (1964-1985) movimentos estudantis como a CPC e a UNE formaram importantes frentes de resistência ao governo. O movimento “diretas já” (1984/1985) que exigia eleições presidenciais através do voto direto e consequentemente o fim da ditadura teve a participação massiva e fundamental de jovens e também de artistas e políticos liberais, esse evento foi um marco na história política do Brasil, principalmente pela adesão dos jovens. Em 1992 os jovens voltariam às ruas para protestar contra atos de corrupção do governo e para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. Por ultimo, as atuais revoltas no Oriente Médio foram impulsionadas por jovens sedentos por mudanças no status quo da sociedade. Recentemente a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) organizaram uma manifestação com mais de 5 mil jovens em Brasília, o objetivo da passeata é de que 10% do PIB seja destinado à educação. Poderia citar muitos outros exemplos históricos da participação de jovens, tanto positiva quanto negativamente.

Mas quero focar em outro aspecto, também muito importante. Quando somos maioria e estamos inseridos em um grupo, partido ou agremiação ficamos mais fortes, nossas vozes são ouvidas, nosso grito de guerra é entoado e todos voltam os olhos para nós (jovens). Mas e quando somos minoria? E quando estamos inseridos em uma sociedade que pensa e age majoritariamente contrária às nossas convicções? E quando nossas vozes são caladas ou omitidas? Nos países onde há restrições religiosas os jovens cristãos que compõem uma pequena parcela da população não têm seus direitos básicos atendidos, de ir e vir, de cultuar livremente a Jesus como Senhor ou mesmo de cursar uma faculdade pelo fato de serem cristãos. Nós jovens de países com liberdade religiosa podemos ser um só grupo, uma só agremiação, um só partido, um só CORPO, com estes jovens e lutar por seus direitos, não podemos estar presentes em seu cotidiano, mas podemos orar constantemente para que os jovens cristãos do Egito, Nigéria, Irã, Palestina, Coreia do Norte, etc, permaneçam firmes em seu ideal de seguir a Cristo e de construir uma sociedade mais justa, para que possam canalizar toda a força e vigor que a essa fase (juventude) lhes oferece para glorificar a Jesus como Senhor, a despeito das dificuldades enfrentadas. Se estivermos interligados em oração como corpo, seremos benção aqui no Brasil e eles lá, pois estaremos lutando pelo mesmo ideal, pelos mesmos princípios, pela mesma fé.

 

marcelo


Marcelo Peixoto é  
voluntário do underground em São Paulo  

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